À medida que o fim de ano se aproxima, o desejo de viajar e celebrar se intensifica, impulsionado por promoções e convites tentadores. No entanto, é crucial equilibrar essa vontade com a realidade financeira para evitar que janeiro chegue com surpresas desagradáveis. É possível viajar sem comprometer o orçamento, desde que se façam escolhas conscientes e um planejamento adequado.
Um dos maiores erros é embarcar em viagens que não cabem no bolso, motivadas pela euforia típica de dezembro, que muitas vezes ofusca a prudência. Especialistas em finanças pessoais alertam que este é o período em que as pessoas mais se perdem nos gastos com cartão de crédito. A recomendação é priorizar o uso de recursos já disponíveis, como o 13º salário, férias, bônus ou reservas, evitando ao máximo o parcelamento, que pode gerar uma bola de neve de dívidas.
Outro erro comum é a falta de planejamento ou o planejamento tardio. Quem deixa para decidir tudo em cima da hora acaba pagando mais caro por passagens, hospedagem, seguro, aluguel de carro e alimentação. Além disso, é fundamental definir um limite de gastos antes de escolher o destino, e não o contrário.
Viagens motivadas por exaustão também podem ser armadilhas financeiras. Muitas pessoas buscam compensar o estresse do ano viajando por impulso, o que leva a gastos excessivos e desnecessários. A pergunta crucial a se fazer não é “eu mereço?”, mas sim “eu mereço começar o ano endividado?”.
A forma mais segura de economizar é planejar com antecedência. Especialistas recomendam iniciar o planejamento já em março, aproveitando os meses seguintes para juntar o dinheiro necessário sem aperto. Quanto antes comprar passagens, reservar hospedagem e organizar os deslocamentos internos, mais barato ficará e menos imprevistos surgirão.
Para quem não se planejou com tanta antecedência, ainda é possível fazer ajustes. É importante evitar improvisos, reservar um pequeno fundo para emergências e resistir à tentação de novos parcelamentos que se somarão aos custos de janeiro.
Em viagens em grupo, a transparência é fundamental. Divida as despesas de forma justa, considerando os hábitos de consumo de cada um. Outra opção é criar uma lista de compras compartilhada e dividir as idas ao supermercado, evitando sobrecarregar uma única pessoa.
O orçamento da viagem deve ser baseado no saldo disponível na conta bancária, e não no limite do cartão de crédito. É a partir desse valor que se deve distribuir as despesas com transporte, hospedagem, alimentação e outros gastos.
Na hora de comer, é fácil se perder em restaurantes, bebidas e supermercados. Quem se hospeda em casas ou apartamentos pode fazer uma lista de compras objetiva, sem exageros. Já quem come fora deve estipular um gasto diário máximo.
Para auxiliar no planejamento financeiro da viagem, existem diversas ferramentas disponíveis, desde planilhas simples até aplicativos mais completos. O importante é escolher uma ferramenta que você realmente use e manter o hábito de registrar todos os gastos, mesmo que seja em um bloco de notas.
Após a viagem, é fundamental revisar todos os gastos e reorganizar o orçamento para evitar que o mês seguinte se torne um caos financeiro. Algumas dicas práticas são repriorizar despesas de curto prazo, cortar excessos temporariamente, ter atenção redobrada com o Carnaval e, se possível, criar um fundo de férias para o próximo ano.
Fonte: vidasimples.co