Família de susanne bial considerou suicídio assistido para psicanalista centenária

Greg Salibian/Folhapress
Greg Salibian/Folhapress

O apresentador Pedro Bial revelou que a família ponderou a possibilidade de oferecer à sua mãe, a psicanalista Susanne Bial, a opção de um suicídio assistido em outro país. A discussão surgiu em virtude do desejo manifestado por ela de encerrar a vida, somado à crescente incapacidade de realizar atividades cotidianas de forma independente.

Segundo o relato, Susanne Bial, que alcançou a expressiva idade de 101 anos, já não se via capaz de desfrutar da vida em sua plenitude. A deterioração de sua qualidade de vida a levou a expressar o desejo de morrer, o que motivou a família a explorar alternativas que pudessem atender à sua vontade.

O suicídio assistido, prática legalizada em alguns países, permite que indivíduos com doenças incuráveis ou em sofrimento extremo possam solicitar auxílio médico para pôr fim à própria vida de maneira digna e controlada. A família Bial, diante do sofrimento da matriarca, considerou essa possibilidade como uma forma de respeitar a autonomia e o desejo de Susanne.

A decisão de buscar informações sobre o suicídio assistido demonstra a complexidade e a delicadeza de lidar com o envelhecimento e a finitude da vida. Em casos como o de Susanne Bial, em que a pessoa expressa o desejo de morrer e a qualidade de vida está comprometida, a família se vê diante de um dilema moral e ético.

A revelação de Pedro Bial lança luz sobre um tema tabu e pouco discutido na sociedade, o direito à morte digna. A possibilidade de escolher o momento de partir é um tema controverso, que envolve questões legais, religiosas e filosóficas. No entanto, o debate sobre o suicídio assistido ganha cada vez mais espaço, à medida que a população envelhece e a busca por uma vida com qualidade se torna uma prioridade.

A história da família Bial levanta questionamentos importantes sobre a autonomia do indivíduo, o papel da família e da sociedade no cuidado com os idosos e a necessidade de se discutir abertamente sobre a morte e o fim da vida. A decisão de considerar o suicídio assistido, ainda que não tenha sido concretizada, demonstra a complexidade e a sensibilidade de lidar com o sofrimento e o desejo de um ente querido.

Fonte: redir.folha.com.br

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