Envelhecimento no brasil: um olhar sobre a diversidade da terceira idade

Diego Brito
Diego Brito

O envelhecimento da população brasileira traz à tona a urgência de políticas públicas e atenção social voltadas para os idosos em situação de vulnerabilidade. Há 25 anos, o Instituto Velho Amigo iniciou um trabalho focado em amparar essa parcela da população, muitas vezes negligenciada.

A gerente executiva do instituto, Debora Santos de Conti, resume o impacto da organização em “romper a lógica da invisibilidade e colocar a pessoa idosa em situação de vulnerabilidade no centro das políticas de cuidado, convivência e dignidade”. Ao longo de sua trajetória, o instituto tem buscado ampliar o debate sobre a longevidade, trazendo à tona a pluralidade de um tema frequentemente tratado de forma homogênea, especialmente em um país marcado por desigualdades.

“Mostramos que envelhecer é um processo plural, diverso e socialmente potente”, destaca o instituto, defendendo que “todas as velhices importam”. A organização busca ampliar a consciência social sobre o envelhecimento no Brasil, combatendo o etarismo e promovendo um envelhecimento ativo.

O Instituto Velho Amigo atua como uma ponte entre a prática social e a reflexão coletiva, trazendo para o debate nacional as experiências de idosos em territórios vulneráveis. A equipe trabalha com diagnóstico, escuta qualificada e planos de ação individualizados, acompanhando de perto aspectos como saúde, autonomia, nutrição, vínculos familiares e convivência social.

As doações são um pilar fundamental para sustentar esse trabalho, impactando diretamente na qualidade de vida dos idosos atendidos e contribuindo para preparar a sociedade para um envelhecimento mais digno, consciente e inclusivo.

Entre os principais desafios enfrentados, destaca-se o baixo envolvimento da sociedade com a pauta do envelhecimento e o etarismo, que limita vínculos e reduz investimentos na causa. A necessidade constante de ampliar as doações para garantir programas consistentes e sustentáveis também é um obstáculo.

Os voluntários desempenham um papel crucial, ampliando laços afetivos e promovendo uma velhice mais digna. Nos últimos anos, o instituto tem observado um aumento de demandas urgentes, como saúde mental e emocional, acesso à saúde básica, alimentação adequada, renda suficiente e ausência de vínculos.

Para priorizar recursos, a equipe avalia a urgência, a vulnerabilidade e o potencial de impacto rápido, buscando, acima de tudo, o retorno da autonomia dos idosos. Quando alguém volta a sorrir, expressa desejos, participa e cria vínculos, é uma prova de que dignidade é também uma forma de pertencimento.

Durante um evento recente, o Instituto Velho Amigo promoveu uma experiência sensorial para simular os efeitos do envelhecimento no corpo, permitindo que os participantes compreendessem a importância da empatia, do cuidado e da atenção às desigualdades no processo de envelhecer. O envelhecimento é o destino comum, mas nem toda vivência é igual.

Fonte: vidasimples.co

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