Em busca de resultados imediatos, muitas pessoas recorrem a métodos de emagrecimento rápido, como dietas restritivas e “canetas emagrecedoras”. No entanto, o corpo humano exige calma e equilíbrio para uma perda de peso saudável e duradoura. O emagrecimento abrupto, sem métodos adequados, pode ser interpretado como uma ameaça, ativando mecanismos de proteção que prejudicam a saúde.
Quando o corpo é submetido a um corte agressivo de calorias, ele reduz o metabolismo, aumenta a produção de cortisol (o hormônio do estresse) e altera os hormônios da fome, como a leptina e a grelina. Essa reação pode levar ao aumento da compulsão alimentar e à perda de massa muscular, essencial para a qualidade de vida e longevidade.
A perda de massa magra, provocada pelas dietas restritivas, causa fadiga, fraqueza e indisposição. A falta de vitaminas e minerais, resultante do baixo consumo de grupos alimentares essenciais, pode provocar queda de cabelo, enfraquecimento do sistema imunológico e aumento do risco de infecções e inflamações.
O sistema hormonal também é afetado. O aumento do cortisol piora o sono, causa retenção de líquido e aumenta a ansiedade, ativando mecanismos cerebrais ligados à recompensa e favorecendo episódios de compulsão alimentar. O organismo opera em equilíbrio bioquímico com os grupos alimentares, que sustentam energia, sono, humor, produção hormonal, capacidade cognitiva e recuperação muscular.
Perder calorias e gordura corporal não é uma simples conta de subtração. Cortar carboidratos de forma inadequada pode gerar queda de serotonina, causando ansiedade e, consequentemente, compulsão alimentar. A restrição de gordura pode levar à diminuição da produção de testosterona e estrógenos, enquanto a baixa ingestão de proteína resulta em perda de massa muscular e metabolismo desacelerado.
Em dietas muito restritivas, o efeito sanfona é quase inevitável. Após o período de restrição, o corpo tenta recuperar o peso anterior rapidamente, entendendo que precisa se proteger do próximo “jejum extremo”. Dessa forma, ele recupera gordura e, muitas vezes, mais do que tinha antes.
O emagrecimento não precisa ser prejudicial à saúde. A chave está na estratégia aplicada, que deve ser personalizada para cada indivíduo. Para um processo de emagrecimento equilibrado e saudável, é fundamental regular a saúde hormonal, buscar uma nutrição inteligente e personalizada, praticar exercícios físicos para preservar e ganhar massa muscular, ajustar o sono e o ritmo biológico, e desenvolver a consciência emocional e a identidade corporal.
Mais do que a aplicação de uma dieta, é necessária a reeducação alimentar, que ajuda a controlar o efeito sanfona e a manter a saúde a longo prazo. O objetivo é não isolar e retirar grupos alimentares, mas criar uma dieta que gere um déficit calórico com todos os elementos necessários. Após a perda de peso, o foco se volta para o reajuste, permitindo a manutenção do peso e um estilo de vida saudável.
Para reaprender a comer de forma saudável e ser guiado por uma dieta adequada, é essencial buscar a avaliação de nutricionistas e médicos especializados, que poderão personalizar cada caso. Além da alimentação, outros fatores importantes incluem beber bastante água, ter uma noite de sono de pelo menos 7 horas contínuas, exercitar o organismo e ter um cardápio equilibrado que não isente totalmente nenhum grupo alimentar.
Fonte: vidasimples.co