Diabetes: desvendando mitos e verdades sobre a doença no brasil

Diego Brito
Diego Brito

O senso comum frequentemente associa o consumo excessivo de doces ao desenvolvimento do diabetes, transformando o açúcar no principal vilão. No entanto, a realidade científica revela uma complexa interação de fatores que contribuem para o surgimento do diabetes tipo 2, incluindo predisposição genética, ganho de peso progressivo, dieta desequilibrada e sedentarismo.

Embora os doces contribuam para o excesso de calorias, outros alimentos como pães, massas e arroz, quando consumidos em excesso, também desempenham um papel significativo. A chave reside no consumo responsável e consciente de todos os alimentos, priorizando uma alimentação equilibrada, a prática regular de exercícios físicos e outros hábitos de autocuidado.

No Brasil, o diabetes representa um desafio de saúde pública. Dados recentes da Federação Internacional de Diabetes (IDF) indicam que aproximadamente 16,6 milhões de brasileiros entre 20 e 79 anos convivem com a condição, colocando o país na 6ª posição em nível mundial.

Especialistas apontam diversos mitos e verdades sobre a doença. A predisposição genética é um fator determinante, especialmente no diabetes tipo 2, onde o risco aumenta significativamente se um ou ambos os pais forem portadores. O estresse também pode elevar os níveis de glicose no sangue, tanto por meio de alterações hormonais que aumentam a gordura abdominal quanto pelo impulso de buscar alimentos calóricos como forma de lidar com a ansiedade.

Um aspecto alarmante é que, em muitos casos, o diabetes permanece assintomático em suas fases iniciais e intermediárias, dificultando o diagnóstico precoce. Por outro lado, a crença de que o consumo excessivo de doces é a única causa do diabetes é um mito. O ganho de peso, especialmente quando associado à falta de atividade física, emerge como um fator de risco primordial.

A diferenciação entre produtos “diet” e “light” também é crucial. Produtos “diet” são formulados para atender necessidades específicas, geralmente com a ausência de um nutriente, como o açúcar, mas é fundamental verificar se esse nutriente foi efetivamente removido e se não foi substituído por outros carboidratos que também afetam a glicemia. Já os produtos “light” apresentam uma redução mínima de 25% em algum nutriente ou nas calorias totais, mas nem sempre são isentos de açúcar.

Embora o diabetes possa trazer complicações, o controle adequado da glicemia é fundamental para prevenir problemas renais, oculares e cardíacos. Indivíduos acima de 45 anos, com IMC elevado, sedentários, com histórico familiar de diabetes, hipertensão arterial, colesterol ou triglicerídeos altos, ou com acantose nigricans (manchas escuras na pele), devem investigar a possibilidade de ter a doença. Crianças com sobrepeso e fatores de risco também merecem atenção.

O diagnóstico envolve testes de glicemia, teste oral de tolerância à glicose, hemoglobina glicada (que avalia a média da glicemia nos últimos três meses) e um teste DXT acima de 200 mg/dL em presença de sintomas como sede excessiva, micção frequente e perda de peso.

Para aqueles que já estão em tratamento, o ajuste individualizado da medicação é essencial. A escolha de medicamentos que controlem a glicemia e auxiliem na perda de peso pode ser particularmente benéfica, uma vez que a obesidade é um fator que agrava a doença.

Fonte: vidasimples.co

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