Ondas de calor intensas, mudanças nas estações do ano e eventos climáticos extremos em todo o Brasil demonstram a realidade da crise climática, que também impacta significativamente a saúde mental da população. Um levantamento recente revela que quase 42% dos brasileiros acreditam que as mudanças climáticas já afetam ou afetarão seu bem-estar emocional.
A pesquisa, que avaliou o impacto da crise climática na saúde mental, utilizou o ICASM (Índice Contínuo de Avaliação de Saúde Mental) para quantificar o bem-estar emocional dos participantes. Esse índice avalia dimensões como Confiança, Vitalidade e Foco, utilizando uma escala de 0 a 1000. Uma pontuação de 1000 indica níveis máximos de bem-estar.
Os resultados mostram uma diferença significativa no ICASM entre aqueles que percebem os efeitos da crise climática e aqueles que não os percebem. O grupo que se sente afetado pelas mudanças climáticas apresenta um ICASM de 596, enquanto o grupo que não percebe esses efeitos alcança 744 – uma diferença de 148 pontos.
Além disso, a pesquisa revelou que 58% da população se sente nervosa, ansiosa ou inquieta devido às mudanças climáticas. Mais da metade dos entrevistados (51%) relataram sentir medo, e 44% afirmaram preocupar-se excessivamente com o tema. Um número expressivo de brasileiros, 74,3%, já vivenciou as consequências diretas de eventos climáticos extremos, como queimadas, enchentes, tempestades ou ondas de calor.
O estudo também investigou as ações que a população considera eficazes para enfrentar a crise climática. A grande maioria, cerca de 72%, acredita que governos e líderes políticos devem assumir a liderança nesse debate. Em relação às ações individuais, o uso de energia limpa (46%), o plantio e a proteção de árvores (34%) e a separação do lixo e a reutilização de produtos (31%) foram as respostas mais frequentes.
A pesquisa ainda apontou diferenças significativas entre os gêneros. As mulheres relataram sentir mais os efeitos das mudanças climáticas em sua saúde mental do que os homens. Quase metade das mulheres (47,4%) se preocupa diariamente com o tema, em comparação com 27,9% dos homens. Além disso, 49,2% das mulheres acreditam que as mudanças climáticas já afetaram sua saúde mental, enquanto entre os homens esse percentual é de 34,3%. Esses dados destacam a importância de políticas públicas específicas para populações mais vulneráveis.
Fonte: vidasimples.co