Uma família brasileira residente em Mantova, no norte da Itália, tem despertado curiosidade nas redes sociais ao compartilhar detalhes singulares de seu apartamento, cuja construção remonta a aproximadamente 600 anos. Thay Bellotto, a mãe da família, utiliza o Instagram para documentar e exibir os elementos medievais preservados no imóvel.
O apartamento, com 100 metros quadrados, dispõe de uma “cantina” no subsolo – um tipo de depósito privativo comum em edifícios italianos. O valor do aluguel é de € 600, e a taxa de condomínio corresponde a € 33.
Um dos aspectos mais notáveis é o elevador, instalado na parte externa do edifício. O funcionamento peculiar, que exige manter o botão pressionado durante toda a viagem, é característico de construções antigas na Europa.
Na entrada do apartamento, a porta de segurança impressiona pela robustez e sistema de fechamento automático. A moradora enfatiza que, na Itália, esquecer a chave não é uma opção, já que a porta se tranca automaticamente, exigindo a intervenção do corpo de bombeiros para reabrir.
Na sala, um vão embutido na parede intriga pela falta de clareza quanto à sua função original. Thay especula que poderia ter sido uma janela antiga, um santuário ou parte de uma estrutura removida em reformas passadas. Uma abertura similar próxima ao sofá sugere a existência de uma lareira.
A iluminação natural é um dos aspectos mais apreciados pela família no apartamento. As amplas janelas e o pé-direito alto, comuns em imóveis antigos italianos, proporcionam ambientes iluminados ao longo do dia. Thay destaca a importância da luz natural, contrastando com sua experiência em Dublin, onde residiu em um espaço com pouca claridade.
Elementos preservados, como um lustre antigo, uma viga de madeira aparente e parte dos móveis clássicos já existentes no apartamento, contribuem para a atmosfera histórica. A família optou por manter essas peças, integrando-as a elementos contemporâneos.
No corredor da lavanderia, um armário embutido aproveita a altura do pé-direito para maximizar o espaço de armazenamento. Thay relata que o espaço interno do armário é tão profundo que seu irmão quase dormiu ali durante uma visita.
Fonte: revistacasaejardim.globo.com