Armazenar alimentos corretamente vai além da organização; impacta diretamente na conservação, sabor e segurança do que consumimos. Saber o que refrigerar e o que manter em temperatura ambiente é crucial para evitar desperdícios e garantir a qualidade dos ingredientes.
Algumas frutas e legumes, por exemplo, amadurecem mesmo após a colheita. A refrigeração interrompe esse processo natural. Para esses itens, o ideal é um local fresco e arejado. Bananas, abacates, mamões, mangas, maçãs, melões, melancias, pêssegos, laranjas, limões, ameixas, caquis, maracujás, tomates, batatas, cebolas, alhos, gengibres e berinjelas se beneficiam desse tipo de armazenamento.
Uma exceção importante: cebolas e batatas não devem ser guardadas juntas, pois uma acelera a deterioração da outra. Frutas amadurecidas ou cortadas exigem refrigeração em recipientes fechados para preservar a qualidade. Em dias quentes, a refrigeração é ainda mais recomendada para evitar que as frutas passem do ponto ideal de consumo.
Por outro lado, morangos, uvas, mirtilos, kiwis, alfaces, rúculas, espinafres, couves, brócolis, couve-flores, vagens, chuchus, pimentões, rabanetes, abobrinhas, pepinos, cenouras e beterrabas precisam de refrigeração imediata. O calor acelera seu processo de deterioração, alterando sabor e textura, além de favorecer a contaminação. Para aumentar a durabilidade de folhas e legumes delicados, a dica é armazená-los secos na geladeira, preferencialmente em potes com tampa, intercalando com papel-toalha.
Carnes, ovos e laticínios frescos exigem refrigeração constante para evitar a proliferação de bactérias, garantindo sabor e textura. Carnes bovinas, suínas, aves, peixes, frutos do mar, linguiças, ovos, leite pasteurizado, iogurtes, queijos frescos, manteigas, margarina e requeijão devem ser refrigerados imediatamente após a compra. Carnes devem ser armazenadas na parte mais fria da geladeira, e o descongelamento deve ser feito dentro da geladeira para evitar contaminações.
Leite UHT, creme de leite UHT, leite condensado e queijos processados embalados a vácuo podem ser armazenados fora da geladeira enquanto fechados, mas após a abertura, exigem refrigeração e consumo rápido, seguindo as orientações do rótulo.
Pães, grãos e farinhas não precisam de refrigeração, mas exigem um local fresco, seco e ao abrigo da luz. Pães industrializados fechados, arroz, feijão, lentilha, grão-de-bico, farinha de trigo, farinha de mandioca, fubá, aveia, açúcar, sal, macarrão seco, polvilho, biscoitos, cereais matinais, farinha de rosca, pó de café e grão torrado se conservam bem fora da geladeira, em potes fechados ou sacos vedados após abertos. Em climas quentes ou para consumo demorado, a refrigeração ou congelamento pode ser utilizada para evitar mofo e preservar sabor e textura, especialmente para pães caseiros, massas frescas, farinhas integrais, castanhas, nozes e sementes.
Molhos prontos, enlatados e temperos industrializados são estáveis em temperatura ambiente enquanto fechados, mas após a abertura, a maioria exige refrigeração para evitar alterações no sabor, textura e contaminações. Molhos de tomate, mostarda, maionese, ketchup, picles, palmito, azeitona, conservas em geral, enlatados e pastas prontas devem ser refrigerados após abertos, transferidos para potes com tampa e consumidos dentro do prazo indicado no rótulo.
Ervas frescas como alecrim, hortelã, salsinha e cebolinha murcham rapidamente fora da geladeira. O ideal é refrigerá-las limpas, secas e envoltas em papel-toalha em potes fechados ou saquinhos perfurados. Óleos e azeites devem ser armazenados ao abrigo da luz e longe do calor, nunca na geladeira. Manjericão, se usado em breve, pode ser mantido fora da geladeira com os cabinhos na água, mas para armazenamento prolongado, deve ser seco ou congelado.
Fonte: tuacasa.uol.com.br